Alfredo Ferrari

  • Engenheiro Mecânico

  • Diretor da Ergomat Ind. Com. Ltda. e da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta da ABIMAQ

  • avferrari@uol.com.br

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Blog do Torno Automático


Produção flexível

A diversificação de produtos nas empresas, a rápida substituição dos modelos produzidos e a forte concorrência internacional fazem com que a produção de um mesmo item seja reduzida drasticamente, privilegiando a produção flexível. Daí a importância das máquinas-ferramenta CNC para viabilizar esse novo formato de produção que o competitivo mundo globalizado exige das indústrias. A alta demanda dos consumidores por novos produtos ou novos modelos dos produtos está fazendo com que as grandes produções seriadas seja substituida por conceitos de fabricação como o "Just in time" ou "Kanban", que têm por princípio a produção econômica, em pequenos lotes variados, atendendo só o que o mercado solicita. Os tornos automáticos CNC são uma das soluções mais apropriadas tornar econômica esse tipo de produção porque possibilitam curtos ciclos de trabalho, rápida preparação da máquina entre uma peça e outra e garantem alta precisão e a qualidade do produto final.



Escrito por A. Ferrari às 19h32
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Pinça expansiva

Pinças expansivas são meios de fixação, montados no nariz da árvore principal do torno automático, que pemitem fixar peças pré-formadas pelo seu diâmetro interno. O movimento de fechamento e de alívio da pinça é feito através de uma haste que se movimenta, acionada hidraulica ou pneumaticamente, no sentido axial, no interior da pinça e da árvore da máquina. A perfeita e rígida fixação da peça de trabalho possibilita a usinagem de peças com elevada precisão. Estes meios de fixação são muito utilizados na usinagem de peças em tornos automáticos a cames e a CNC dotados de magazines de alimentação automática de peças, manipuladores de peças tipo "pórtico" e robôs articulados.

 

Pinças expansivas



Escrito por A. Ferrari às 18h39
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Fordismo versus Flexibilidade

No início do século passado, por ocasião da Revolução Industrial, o conceito da fabricação seriada dos bens duráveis se baseava em grandes quantidades, onde o custo dos produtos era calculado nos lotes econômicos volumosos e nos contratos a longo prazo para a produção de peças. O exemplo clássico deste conceito foi o do pioneiro Sr. Henry Ford que, baseado nas teorias dos Srs. Taylor e Fayol, implantou as primeiras linhas de montagem em série de um único modelo de automóvel, onde o “comprador podia escolher qualquer cor do seu carro, desde que fosse preta”. Neste período, as máquinas-ferramenta eram mecânicas e, em geral, desenvolvidas e preparadas para produzir grandes séries da mesma peça. Isto é o chamado “fordismo”.

Hoje, o conceito moderno de trabalho na manufatura de bens duráveis é o da “flexibilidade”. A diversificação de produtos de uma mesma empresa, a rápida substituição dos modelos produzidos e a forte concorrência internacional fizeram com que a produção de um mesmo item fosse, drasticamente, reduzida. Lotes econômicos de grandes séries foram substituídos por conceitos de fabricação como o “Just in time”, o Kanbam e outros.

Atualmente, o êxito da produção flexível e econômica de peças está na aplicação de máquinas-ferramenta CNC, que permitem curtos ciclos de trabalho, rápida preparação da máquina entre uma peça e outra e garantia de elevada precisão.



Escrito por A. Ferrari às 20h04
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Alta tecnologia

Com a evolução tecnológica dos equipamentos mecânicos, das ferramentas de corte e dos sistemas e componentes eletrônicos, as máquinas-ferramenta tem se tornado, cada vez mais, versáteis e capazes de executar múltiplas operações. Maiores números de eixos controlados eletronicamente permitem realizar diversas operações com o objetivo de se usinar peças, cada vez mais complexas, em uma única fixação. Assim, existem hoje tornos fresando e fresadoras torneando.

A figura demonstra um torno CNC, tipo multitarefa, tambem chamado de centro de torneamento, executando uma operação de fresamento com a aplicação de ferramenta acionada e contrôle de velocidade de avanço angular do fuso principal (Eixo C), interpolando com eixos lineares da máquina

 

Centro de torneamento



Escrito por A. Ferrari às 19h14
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Torneamento duro - Aplicações

Peças de ferro fundido e aços endurecidos podem ser usinados em tornos CNC, tais como:

  • Ferramentas
  • Punções
  • Eixos e árvores
  • Engrenagens
  • Buchas
  • Anéis de rolamentos entre outras.

Peças usinadas em materiais endurecidos



Escrito por A. Ferrari às 19h30
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Torneamento duro - Vantagens

As principais vantagens da aplicação de tornos CNC na usinagem de materiais endurecidos são:

  • Elimina operações de retífica
  • Produz cavacos em um ambiente limpo
  • Maior produtividade em relação a operações de retífica
  • Possibilidade de realizar múltiplas operações em um único ciclo de trabalho
  • Baixo custo do ferramental
  • Investimentos muito acessíveis em tornos CNC
  • Reduz dependência do operador

Torneamento duro de um eixo (Hardinge)

 

Torneamento duro de uma engrenagem (Hardinge)



Escrito por A. Ferrari às 20h29
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Torneamento duro - definição

Torneamento duro é uma operação de usinagem de acabamento por rotação de peças com mais de 48 HRc de dureza. Operações como torneamentos longitudinais, faceamentos e rosqueamentos podem ser realizadas em tornos CNC.

Os tornos CNC devem ser rígidos e as ferramentas de corte mais utilizadas são as pastilhas de cerâmica e CBN. Dependendo do material a ser trabalhado, a usinagem pode ser feita a seco ou utilizando-se óleos solúveis.

Torneamento duro (Hardinge)

 

Torneamento duro de um eixo (Hardinge)



Escrito por A. Ferrari às 06h53
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Usinagem completa

Detalhe de usinagem completa de uma peça de latão a partir de barra em um centro de torneamento CNC. É fundamental a utilização de ferramentas acionadas e o eixo C que possibilita a programação de posicionamentos angulares e movimentos de avanço da árvore principal de trabalho.

Usinagem completa com ferramentas acionadas e eixo C



Escrito por A. Ferrari às 10h31
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Usinagem de "Conexão de Alumínio"

  • Peça usinada: "Conexão de Alumínio"
  • Material: Alumínio
  • Perfil da barra: Sextavado 28 mm (entre faces)
  • Máquina: Torno automático de carros múltiplos a cames 
  • Tempo do ciclo de usinagem (100%): 144 seg/peça
  • Peça usinada por completo
  • Operações simultâneas

 

Conexão de Alumínio

 

Torno automático de carros múltiplos a cames Ergomat TB 42

(Detalhe do revólver estrela)



Escrito por A. Ferrari às 17h47
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Usinagem de conexão

  • Peça usinada: "Conexão especial"
  • Material: Latão
  • Diâmetro da barra: D. 34 mm
  • Máquina: Torno automático CNC de carros múltiplos
  • Tempo do ciclo de usinagem (100%): 28 seg/peça
  • Peça usinada por completo
  • Operações simultâneas

 

Conexão especial

 

Torno automático CNC de carros múltiplos Ergomat TBA 42

 

Usinagem do lado posterior da peça - TBA 42 (Ergomat)



Escrito por A. Ferrari às 20h37
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Rosqueamento rígido

Operações de rosqueamento com machos ou cossinetes são realizadas em tornos automáticos de acionamento mecânico através de cames com a utilização de porta-ferramentas extensíveis, que compensam a cinemática em função das mudanças de velocidade e sentido de rotação do fuso principal. No caso dos modernos tornos CNC, estas operações podem ser realizadas com porta-ferramentas rígidos, em face da capacidade e velocidade do comando numérico controlar os movimentos de rosqueamento, inversão de sentido do fuso principal e retrocesso da ferramenta de rosquear.

 

Rosqueamento rígido (torno automático CNC Ergomat TBA 42)



Escrito por A. Ferrari às 19h14
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Exemplo de usinagem

Plano de trabalho de usinagem de uma peça de latão a partir de barra redonda de 19 mm de diâmetro produzida em um torno automático CNC de carros múltiplos.

O tempo do ciclo de trabalho com 100% de rendimento é 15,1 segundos por peça, sendo a peça usinada por completo. O gráfico do tempo indica as operações simultâneas.

 

 

 

Área de trabalho de um torno automático CNC de carros múltiplos

(www.ergomat.com.br)



Escrito por A. Ferrari às 08h06
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Gang Tool versus Torre indexável

Na usinagem de pequenas e médias séries, ou seja, quando se exige flexibilidade nos trabalhos das tornearias automáticas, é fundamental diminuir os tempos secundários do ciclo e os de preparação da máquina. No caso da preparação da máquina, é decisivo o uso de tornos automáticos CNC. E no caso dos tempos secundários do ciclo de usinagem, deve-se procurar reduzir os tempos de troca de estação de ferramentas, assim como os de seus deslocamentos entre cada operação.

 

·    Se a peça for de maior complexidade ou tipo eixos, o ideal é usar torno universal CNC com torre indexável dotada de  12 ou mais estações porta-ferramentas, alem de proporcionar o uso de contra-ponta.

·    Porém, quando se trata de peças mais simples e de usinagem estável, onde não se necessita de contra-ponta, recomenda-se usar torno automático CNC com porta-ferramenta tipo "gang". Neste caso, os tempos de troca de estação das ferramentas são mais rápidos do que os dos tornos com torre indexável, uma vez que não existe o tempo para indexação da torre, determinando ciclos mais rápidos. Em geral, os tornos tipo gang-tool posibilitam aplicar até 8 ou 10 posições para ferramentas de corte, dependendo do tamanho da peça. Como o investimento é menor em relação aos tornos com torre indexável, eles proporcionam uma melhor relação “custo x benefício” na usinagem de peças mais simples.   

 

 

                     

           Porta-ferramenta tipo "gang"                                                Torre indexável

 



Escrito por A. Ferrari às 19h27
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FEIMAFE 2007

Não deixem de visitar a FEIMAFE 2007 que ocorrerá no período de 21 a 26/05/07 no Parque Anhembi em São Paulo no horário das 10:00 às 18:00 hs.

Muitas novidades no campo da tornearia automática estarão sendo apresentadas como por exemplo:

  • centros de torneamento multitarefa
  • tornos automáticos CNC de cabeçote móvel com aplicações na microusinanegem, principalmente voltadas para para o segmento da medicina, apresentando soluções para a usinagem de implantes dentários e parafusos ortopédicos. Neste caso, destacam-se os tornos da japonesa Star que estarão expostos no estande da Ergomat (rua D40/E41)
  • lançamento inédito do torno automático CNC TNG 42 pela Ergomat com porta ferramenta linear ("gang") e diversas soluções inéditas voltadas para o projeto ergonômico da máquina, alem de ter excelente relação "custoxbenefício".
  • novas ferramentas de corte para microusinagem
  • torneamento com material endurecido

Não deixem, tambem, de visitar o estande conjunto da ABIMAQ e Embraer na entrada principal do pavilhão, cujo tema é "Tecnologia brasileira nas alturas: do 14 Bis a Embraer".

Estarei diariamente à disposição dos amigos, podendo ser encontrado no estande da Ergomat.



Escrito por A. Ferrari às 07h03
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Maior produtividade com alimentação automática das barras (Parte III)

Condições  de usinagem:

 

·    Máquina - Torno automático monofuso a cames Ergomat A 25                  

·    Material  - Latão

·    Diâmetro da barra - D. 6,35 mm h11

·    Comprimento da peça - 85 mm

·    Comprimento da barra - 3,0 metros

·    Tempo do ciclo de usinagem (100%) - 2,88 seg./peça

·    Produção horária ajustada (100%) - 1.250 peças por hora

·    Peças usinadas por barra - 34 unidades

·    Tempo de consumação da barra - 1,6 min.

·    Tempo de troca manual da barra com alimentador por gravidade - 4 min

·    Tempo de troca com magazine de alimentação automática da barra - 0,5min

 

Produção horária efetiva:

 

·    Com alimentador por gravidade (troca manual) - 370 peças por hora

·    Com magazine de barras (troca automática)     - 965 peças por hora

·    Ganho de produtividade - 160 %

 

Esta matéria foi feita com a colaboração do Sr. Alberto Roque, Gerente de Engenharia de Aplicação da Ergomat



Escrito por A. Ferrari às 21h13
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